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SEM AMOR, QUE SENTIDO TERIA A EXISTÊNCIA?

REFLEXÃO DO DIA
15.05.22

Feliz é aquele que saboreia quando come, olha quando vê, dorme quando deita, compreende quando reflete, aceita a si mesmo e aceita a vida como ela é.

Há quem diga que a felicidade depende, antes de tudo, de bastar-se a si próprio, de não depender de ajuda, de opinião alheia e, sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.

Será mesmo? Podemos nos imaginar uma pessoa assim?

Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento; pequeno amor, pequeno sofrimento; não amor, não sofrimento". Podemos nos imaginar sem paixão, sem desejos? A felicidade entendida assim, não seria apenas um engodo, algo contra a natureza humana?

Evidentemente que sim. Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência? A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento do amor, protege-se contra a felicidade.

Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a sua vida. O homem feliz aceita ser vulnerável, aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco a sua felicidade, pois, sabe que ninguém é auto-suficiente para viver sozinho.

Essa dependência é intrínseca à existência humana, que não se justifica sem o amor, sem o que a vida jamais teria sentido.

Neste domingo, pensando na importância do amor, em todas as suas formas, meditemos sobre esta frase de Ruth Renk: "Não há razão para termos medo das sombras, elas apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz."






  • Fontes: CLAUDIO RODRIGUES