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Maio Roxo: mês de conscientização das doenças inflamatórias intestinais.

O Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal ocorre em 19 de maio e, por isso, durante todo este mês diversas instituições estão promovendo a campanha Mio Roxo, que visa chamar a atenção da sociedade para conscientização e melhoria na qualidade de vida dos pacientes de DII (Doenças inflamatórias Intestinais).
As doenças inflamatórias intestinais são patologias que afetam alguma parte do sistema digestório causando feridas internas nos tecidos e órgãos, entre eles intestino delgado, intestino grosso e reto.
Essas alterações fazem parte da vida de aproximadamente 5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, a cada 100 mil pessoas, 13 tem alguma DII, que sãoformadas pela Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa.
A incidência das doenças vem aumentando regularmente nos últimos 50anos – particularmente em crianças e jovens adultos.
A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória séria do trato gastrointestinal que afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. A doença de Crohn habitualmente causa diarreia, cólica abdominal, frequentemente febre e, às vezes, sangramento retal. Também podem ocorrer perda de apetite e perda de peso subsequente. Os sintomas variam de leve a grave, mas, em geral, as pessoas com Doença de Crohn podem ter vidas ativas e produtivas.
Retocolite Ulcerativa é uma doença crônica inflamatória do cólon (intestino grosso) que, frequentemente, ocorre nos adolescentes e adultos jovens, mas que também podem ocorrer em indivíduos de outras faixas etárias. Os sintomas podem incluir dor abdominal, urgência evacuatória, diarreia e sangue nas fezes. A inflamação começa e pode se estender até o cólon de maneira contínua. Aspectos emocionais interferem no agravamento da DII. Embora não haja uma cura conhecida, há muitas terapias efetivas para manter a inflamação sob controle.
Crohn e a Retocolite geralmente produzem um forte impacto na qualidade de vida pela continuidade dos sintomas, redução na capacidade de trabalho, estigma social, acessibilidade a sanitários, dificuldade na intimidade física e limitações nas escolhas profissionais.
As enfermidades são crônicas, manifestam sintomas e usam terapias semelhantes, porém, não são a mesma doença.
Em 25% a 40% dos pacientes, os sinais e sintomas clássicos da DII podem ser acompanhados de sintomas nos olhos, nas articulações, na pele, nos ossos, rins e fígado. Estes sintomas não intestinais são chamados de manifestações extrainstestinais. As crianças que desenvolvem DII, muitas vezes, apresentam problemas de crescimento, sem sinais externos de um intestino inflamado.
Muitos sintomas que ocorrem na DII são inespecíficos e também podem estar relacionados a outras condições gastrointestinais, tais como gastroenterite infecciosa, diarreia do viajante, doença celíaca, doença da vesícula biliar, pancreatite, úlceras estomacais, síndrome do intestino irritável (SII) e câncer colorretal. Eliminar outras doenças possíveis faz parte do processo de diagnóstico.
O sucesso do tratamento começa com um diagnóstico preciso, que deve envolver o histórico do paciente e a execução de exames para identificar o tipo de DII.Com tratamento e acompanhamento adequados, o paciente com doença inflamatória intestinal maximizará as chances de uma boa saúde e diminuirá a probabilidade de doenças adicionais.
É importante ter me mente que a DII é uma doença crônica e requer cuidados proativos. O sucesso do tratamento começa com um diagnóstico preciso. O médico deverá identificar a extensão da doença, bem como sua localização precisa no trato gastrointestinal, para ajudar a selecionar as terapias mais eficazes para determinada DII.
Em caso de suspeita de doenças inflamatórias intestinais procure um médico gastroenterologista ou proctologista.
12.05.2022 Prof. Dr. José Pereira da Silva








  • Fontes: PROFESSOR DR. JOSÉ PEREIRA DA SILVA

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