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As PERDAS

REFLEXÃO DO DIA
02.05.22

O mar é grande, imenso e poderoso porque tem a humildade de se colocar a alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo. Sabendo receber tornou-se grande.

É impossível vivermos felizes se não aceitarmos as perdas, as quedas, e os erros, porque a vida é como uma pedra de amolar; desgasta-nos ou afia-nos, conforme o metal de que somos feitos.

É preciso entender que os revezes são componentes integrantes da existência, não sendo possível, portanto, ganhar sem saber perder, e acertar sem aceitar o erro.

Felizes são os homens que conseguem receber, com naturalidade, o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda. São diamantes que, para cada novo golpe, criam uma nova face, límpida e cristalina.

Os erros, perdas, quedas e fracassos têm o poder milagroso de dar o devido valor a cada conquista conseguida.

É certo que causam dor, mas a dor possui um grande poder educativo, fazendo-nos melhores, mais misericordiosos e mais capazes de nos recolhermos interiormente, numa justa avaliação dos nossos atos para possíveis correções.

"Ninguém se julgue infeliz na perda e nem irresponsavelmente feliz na prosperidade porque, às vezes, um estado prepara o outro". O bom senso e o comedimento são virtudes sempre oportunas.

Nesta segunda-feira, nos lembremos do ditado popular: “milho de pipoca que não passa pelo fogo, continua sendo milho sempre”. Sim, sejamos eternos aprendizes, mas, aprendamos verdadeiramente e, mais que isso, compartilhemos o aprendizado.






  • Fontes: CLAUDIO RODRIGUES