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*A PUNIÇÃO*

*BREVIÁRIO MAÇÔNICO*

27 de outubro

O vocábulo origina-se da palavra "punhal", ou seja, castigo com o punho que maneja o instrumento ou arma. O "punhal" é usado para recordar o castigo aos três companheiros assassinos de Hiram Abiff.
A pena para uma transgressão ou um crime, na Maçonaria, é simbólica.
A penalidade máxima seria o desligamento da Ordem; mas, assim mesmo, com a possibilidade do perdão (graça) do Grão-Mestre, essa exclusão pode ser suspensa.
A rigor, inexiste uma punição maçônica porque as faltas cometidas pelos maçons, no âmbito da Ordem Maçônica, uma vez justificadas, e desde que haja arrependimento, serão toleradas, porque a tolerância é o princípio básico do amor fraterno.
Na cerimônia de Iniciação, previne-se o candidato de que o perjúrio é severamente castigado com uma morte atroz; isso, evidentemente, não passa de alegoria, pois o maçom não pode "manchar" as suas luvas com sangue.
As ameaças maçônicas são literárias; talvez na época da Inquisição, como reação e defesa, a Maçonaria praticasse atos de violência; ignora-se, contudo, qualquer caso ocorrido.
Quem prega o amor fraterno não tem atos nem palavras de violência, pois o que vigora como parte excelsa é a paz, não só do grupo, mas da humanidade.
A punição severa, contudo, o maçom a pratica em si mesmo, atingindo a sua consciência.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino.






  • Fontes: GRUPO GI APR