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MORREU JOÃO GILBERTO O CANTOR DA BOSSA NOVA QUE ENCANTOU O MUNDO

LIVROS DINIZIANOS

JOÃO GILBERTO

Ontem morreu João Gilberto, filho de seu Juveniano de Oliveira, (incentivador da Banda de Música 22 de Março) menino chamado de Joãozinho da Pitu em sua cidade natal, Juazeiro na Bahia, que ouvia pelo alto falante da pracinha, as músicas que um dia iriam influenciá-lo.
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Joãzinho da Pitu um dia foi morar no Rio onde trabalhou nas lojas Murray, frequentada pelos cantores e trios e quartetos musicais modernos.
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Era o tempo da "guerra" entre os fãs-clubes de Dick Farney e Lúcio Alves, as grandes noites de Copacabana nos anos 50, quando o Rio era a capital federal.
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As dezenas de inferninhos com seus pianistas, como Tom Jobim, o poder do jornalista Antonio Maria e a glória das cantoras Dolores Duran, Maysa e Sylvinha Telles que criaram o blues brasileiro.
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Joãozinho da Pitu foi quem criou a batida da Bossa Nova na casa de sua irmã em Diamantina (MG), onde ficava horas treinado.
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A gestação da turminha da Bossa Nova, os garotos Menescal, Boscoli, Carlinhos Lyra e os irmãos Castro Neves no famoso apartamento de Nara Leão.
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A batalha para a gravação de Chega de Saudade por Joãozinho da Pitu em 1958 - dois minutos que mudaram a música popular brasileira que vivia de boleros, tangos, operetas.
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O livro é esse que você está vendo, com João Gilberto e Tom Jobim na capa, publicado em 1990 pela Companhia das Letras, de Ruy Castro, que faz parte da modesta biblioteca deste Barão de P4, já reivindicada pela minha filha Isabella Dupin, após a subida da Humaitá.
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"Livro" é um objeto fora de uso, feito de papel, com muitas letras e palavras, que se vai manuseando as páginas.
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Portanto, se você não tem intimidade com as letras, passe longe, não se atreva, vai ter problemas, fique no celular mesmo.
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"Vai minha tristeza...e diz à ela...que sem ela não pode ser...diz-lhe numa prece...que ela regresse...porque sem ela não pode ser...chega de saudade...a realidade é que...sem ela não há paz...não há beleza...é só tristeza...melancolia que não sai de mim...não sai de mim...não sai..."
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"Mas...se ela voltar...se ela voltar...que coisa linda...que coisa louca...pois há menos peixinhos a nadar no mar...do que os beijinhos que darei na sua boca.."






  • Fontes: JOSÉ DINIZ JUNIOR