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Saúde Emocional: a urgência do nosso tempo é afetiva.

A saúde emocional nem sempre é tida na devida importância. Porém no cotidiano não se pode ignorar a existência da alegria, da tristeza, dos risos, das frustrações.
Muitas vezes as emoções são vistas como intrusas e as pessoas até dissimulam o que sentem. O silêncio das emoções podem ser traumatizantes na vida de uma pessoa. Em muitas ocasiões emoções são recalcadas, retidas. Geralmente emoções reprimidas são emoções deprimidas.
Existe um déficit emocional pois muitas pessoas descuram do emocional. É preciso aprender ou reaprender a gramática do coração. Percebe-se uma certa desorientação emocional. Durante muito tempo as emoções foram suspeitas de irracionalidade.
Cada um de nós é fruto do cuidado dada à nossa incapacidade de sermos autônomos. Devemos nos reaproximar das emoções e amadurecê-las. O ser humano tem uma fragilidade física, psíquica e emocional.
A nossa vulnerabilidade deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças. A saúde emocional exige a coragem de abraçarmos todas as contrariedades, abandonando a nossa ânsia de onipotência.
Entrar em contato com as próprias emoções não é uma tarefa fácil, porém se não fazermos a vida distancia-se da realidade. É preciso tomar consciência das emoções.
Muitas vezes as pessoas se preocupam mais com a credibilidade racional do que da credibilidade afetiva e existencial. Deixando de lado os sentimentos perdemos toda a riqueza do mundo emocional.
O ser humano é complexo com componentes psicológicos, espirituais e emocionais. Tudo envolvido na singularidade de cada pessoa. Reconhecer e trabalhar as emoções conduzem ao crescimento pessoal, ao desenvolvimento espiritual e psíquico.
O corpo e a alma, a emoção e a razão não estão alienadas entre si, mas abertos à influência mútua. É preciso uma reconciliação com as emoções e nossa vulnerabilidade, evitando a autossuficiência.
Somos feitos para partilhar as emoções e o que é vivido por quem está próximo de nós, da alegria à dor, com tudo aquilo que pode estar no meio. As emoções dever gerar empatia, de estar junto à dor de quem sofre, devemos chorar com quem chora e alegrar-se com quem é feliz.
A maturidade deveria nos ajudar a reconhecer as emoções e sua importância. As emoções estão ligadas ao dinamismo da vida, e a vida é o que permanece. A sociedade atual vive de emoções instantâneas.
A sabedoria é a inteligência mais coração, é o equilíbrio da cabeça e das emoções em tudo o que fazemos.
A sociedade de hoje fez das emoções um ídolo. Tornaram-se o único critério de verdade. Esquecem que existe uma razão que dialoga com os impulsos da nossa emotividade, e uma liberdade que decide oque fazer perante as emoções que experimentamos. Somos nossas emoções, porém não só elas. O amor é escolher o que fazer das emoções que vivenciamos.
A emoção e a razão permanecem abertas à influência mútua. Como lidamos com nossas emoções? Paul Ricoeur (1913-2005) dizia: A linguagem é a luz das emoções. Importante saber dar nome às emoções, isso nos fornece pistas para o modo como responder-lhes. Porém dar nome ás emoções tem também seus perigos, pois muitas vezes enganamos a nós mesmos dando nomes errados. Saber entender e controlar as emoções negativas. O controle começa pelo reconhecimento do que sentimos. Transformar as emoções negativas em paixões positivas para a vida.
Trabalhar as emoções exige paciência, porém nos habilita para viver nossa vida ativamente.
30.01.2026 Prof. Dr. José Pereira da Silva










  • Fontes: PROFESSOR DR. JOSÉ PEREIRA DA SILVA