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Nélida Piñon

Nélida Piñon nasceu no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro no dia 03 de maio de 1937. Seus pais eram originários da Galícia, do conselho de Cotobade, na Espanha.
Nélida foi a primeira mulher eleita para presidir a Academia Brasileira de Letras, em 1996.
Estudou jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Em 1961, estreou na literatura com o romance, Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo, que fala de temas como pecado, perdão e da relação dos mortais com Deus através do diálogo entre o protagonista e seu anjo da guarda.
Entre 1966 e 1967, Nélida Piñon trabalhou como editora assistente da revista Cadernos Brasileiros.
Em 1970 inaugurou e foi a primeira professora da cadeira de Criação Literária da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre 1976 e 1933 foi membro do Conselho Consultivo da revista Tempo Brasileiro.
Em 1990 foi eleita para a cadeira n.30 da Academia Brasileira de Letras.
Entre 1990 e 2003, foi titular da Cátedra Henry Kin Stanford em Humanidades, da Universidade de Miami, onde realizou cursos, debates, encontros e conferência.
Nélida foi escritora-visitante da Universidade de Harvard, da Colúmbia, de Georgetown, de Johns Hopkins, entre outras.
Colaborou com diversas publicações nacionais e estrangeiras. Seus contos foram publicados em diversas revistas e fazem parte de antologias brasileiras e estrangeiras.
Sua obra foi traduzida para diversos países, entre eles, Alemanha, Espanha, Itália, Estados Unidos, Cuba, União Soviética e Nicarágua.
Em 2015 foi inaugurada em Cotobade, Galícia, a Casa de Cultura Nélida Piñon.
Nélida Piñon faleceu em Lisboa, no dia 17 de dezembro de 2022.
Escreveu inúmeras obras tais como: Madeira feita cruz (1963), Tempos das frutas: contos (1966), Fundador (1969), A casa da paixão (1972), Tebas do meu coração (1974), Vozes do deserto (2004), Filhos da América (2016), Uma furtiva lágrima (2019), Um dia chegarei a Sagres (2020).
Sua obra é marcada pelo lirismo da linguagem, a recriação de mitos universais, investigação psicológica da condição humana. Tem um rigor formal, cada palavra assume função poética e existencial Seus textos literários associam reflexão e domínio seguro da criação na linguagem.
Prof. José Pereira da Silva







  • Fontes: PROFESSOR DR. JOSÉ PEREIRA DA SILVA

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